

"Conheça o mal que assolava o poeta Augusto dos Anjos em sua principal obra."
“A mão que afaga é a mesma que apedreja...” A frase retirada do poema mais famoso do autor Augusto dos Anjos pode ser encontrada no livro Eu entre outras dezenas de escritos. O poeta da morte exprime a sua crua visão de mundo e contrapõe o parnasianismo com seus versos extremamente fortes e viscerais.
Não concordando em nada com os floreios parnasianos, o autor externa a cruel condição humana com toda a frieza da sua condição. As palavras doces são deixadas de lado para adotar expressões como vômito, verme e escarro afim de simbolizar o que o assolava. Lançado em 1912, Eu só atingiu grande vendagem após a morte de Augusto dos Anjos.
NOSSA_OPINIAO
A força dos versos do poeta faz com que autores modernos concordem em classificá-lo como pré-modernista. Toda esta originalidade e o absurdo humano são muito bem retratados em Eu, talvez a sua principal obra. Os anos negros se foram, mas aquele mal que adoecia as pessoas ainda pode ser lido gratuitamente nos dias de hoje.

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